O dia 13 de março de 2015
entrará para a história. Participei desse ato e considero que foi um dos
principais dos últimos tempos. Neste ato encontrei muitos militantes que
conheci ao longo de minha vida, militantes de movimentos populares (moradia,
saúde, educação), de luta por direitos humanos, de juventude, movimento de
mulheres, movimento negro, lgbtt, movimentos de cursinhos comunitários,
professores universitários engajados, professores da rede pública do ensino
básico, sindicalistas, militantes de partidos progressistas. Colegas que
dedicam a vida por uma sociedade mais justa e fraterna.
Também vi pessoas que ingressaram agora na dinâmica social que estão indignadas com o movimento conservador de pedido de impeachment, todos unidos para pedir mais democracia. Entendem que o governo tem muitos problemas e contradições, porém consideram que a Dilma foi eleita legitimamente e precisa terminar seu mandato para o bem da democracia. Cobram soluções e políticas públicas para as suas demandas sociais, tensionam o governo federal para mais ações sociais que visam diminuir as desigualdades sociais.
Um ato que entrou para a história e aponta claramente dois recados: (I) mostra para as elites do país que a classe trabalhadora e os movimentos sociais (tradicionais e novos) estão mobilizados em defesa da democracia e; (II) mostra para a Dilma que a saída para o seu governo é pela esquerda, que a agenda governamental precisa estar direcionada para a base social que a elegeu.
Heber Rocha

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