Com
isso começo minha reflexão pensando as nossas juventudes atuais, sim juventudes
por que estão em territórios, seguimentos e espaços diferentes, então penso em
varias juventudes. Segundo o Estatuto da Juventude sancionado em 2013 que
garante a palavra juventude na constituição e seus direitos e deveres
assegurados, nossas juventudes tem idade entre 16 e 29 anos.
No
IBGE de 2011, 25% da população é jovem, ou seja, 50 milhões de brasileiros
estão na faixa etária e na classificação juvenil do Estado, também está no IBGE
que 53 mil jovens morrem assassinados por ano em nosso país. Pra quem gosta de
discutir em cima de economia, isso significa a perda no PIB de aproximadamente 79
milhões de reais por ano, são jovens que poderiam estar estudando, trabalhando,
produzindo e colaborando com o Estado e além de tudo vivendo.
Segundo
o Censo Inep/MEC 2012, de 2002
a 2012, o número de alunos na educação superior dobrou,
passando de 3,5 para 7 milhões. Já o total de concluintes deu um salto de 119%,
passando de 479.275 para 1.050.413. Temos um avanço de 230% de aumento em
ingressantes negros nas universidades.
Pronto,
depois de trazer e pensar dados estatísticos e bastante informação, venho fazer
uma analise muito pessoal sobre a conjuntura da nossa juventude atual, me
pautando na teoria Psicológica das Necessidades de Maslow¹, entendo que o ser
humano tem uma escala de vida a ser desbravada, assim cada degrau cumprido nos
motiva a continuar subindo. Quando uma necessidade não é suprida, sobrevém o
sentimento de frustração, desinteresse, nervosismo e até pessimismo. Com isso
talvez em alguns casos eu consiga compreender as contradições nas ações
juvenis, mesmo com todo avanço nas políticas públicas voltada pro jovem ainda
temos degraus a serem preenchidos.
Mas no
contexto geral observo na contra mão de manifestações legitimas dos movimentos
populares, uma revolta sem causa!
Estamos
cansados de corrupção? Sim, desde o descobrimento do Brasil, e queremos que
acabe e que sejam punidos os que corrompem e os corrompidos, mas, assim como também
não deixo de ser corrupto quando não devolvo o troco que recebi a mais, quando
não devolvi o dinheiro que encontrei na carteira perdida, quando comprei minha
CNH e quando tentei subornar o policial pra liberar meu carro que estava com
documento vencido.
Enojados
com a política? Pode ser, se eu não cumpro meu dever de ser um cidadão ativo e
participativo, por que política se constroe coletivamente, no dia-a-dia.
Desacreditados
com os seres humanos? Nossa mas na TV só passa desgraça, não consigo confiar
mais nas pessoas. Então pare de assistir esses programas sensacionalistas que a
única coisa que fazem é tentar usar o medo como controle social, seja pró-ativo
defenda a democratização da mídia.
Talvez
eu precise de uma causa “GLOBAL”, talvez eu precise de uma causa “MODAL”. Na
real eu só preciso olhar para os lados, e notar no meu bairro, na minha cidade,
no meu estado e no meu país o que realmente me incomoda, o que realmente me
tira o sono, o que me faz refletir sobre mudança. É o fim da democracia ou fim
do genocídio da juventude brasileira? É uns continuarem a ficar ricos e querer
ditar aos pobres o que fazer ou dizer? É a “informação ou desinformação” da
mídia ser manipulada apenas por 8 famílias milionárias? É a defesa da redução
da maioridade penal ou garantia de direitos?
Pois
é, muita coisa a se pensar antes de sair às ruas e dizer o que querem que eu
diga, o que querem que eu acredite e o que querem que eu pense ou faça.
Por, Débora Machado
1
- Caso tenha interesse em conhecer a Teoria das Necessidades de Maslow indico: http://www.infoescola.com/psicologia/psicologia-humanista/.

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