quinta-feira, 21 de maio de 2015

NACIONALISMO VERSUS ENTREGUISMO


Os atores, com o suporte externo, fomentam e encorajam a aguda luta de classe no Brasil, intensificada desde que um líder sindical, LULA, foi eleito presidente da republica.

As manifestações que pedem impeachment da presidenta Dilma Rousseff estão longe de serem espontâneas. A ação não se trata só de uma questão ideológica, mas de um governo que não se submete às diretrizes de Washington. Órgãos Norte Americanos como CIA, NSA, (agencia nacional de segurança) e ONG’s a eles vinculadas estão agindo na tentativa de desestabilizar Governos progressistas da América- Latina.

Os governos do PT contrariam Washington, com a criação do Banco do BRICS, uma alternativa ao FMI e ao banco mundial, e o regime de partilha para o pré-sal, que conferiu papel estratégico à Petrobras, deslocando as petroleiras estrangeiras.

A estratégia é aproveitar as contradições doméstica do país, os problemas internos, afim de agravá-los, gerar turbulência e caos até derrubar o governo sem recorrer a golpe militar.

No momento não se trata só de uma questão ideológica, mas de governos que não se submetem às diretrizes de Washington. Uma potência mundial, como EUA, é mais perigosa quando começa a perder a hegemonia do que quando expandia seu império. E o monopólio que adquiriu após a II guerra mundial de produzir a moeda internacional de reserva o Dólar esta sendo desafiado pela China, Rússia e também o Brasil, que está associado a esses países na criação do banco internacional de desenvolvimento, como alternativa para o FMI, banco mundial etc.

De outro lado, a Presidenta Dilma denunciou na ONU a espionagem da NSA, não comprou os aviões caça dos EUA, mas da Suécia, não entregou o pré-sal às petrolíferas americanas e não se alinhou com os Estados Unidos em outras questões de política internacional, entre as quais a dos países da América Latina. Esta claro que, por trás da operação lava jato, o objetivo é desmoralizar a Petrobras e as estatais, de modo a criar as condições para Privatizações. Na Ucrânia o golpe foi preparado desde 2012, especialista, profissionais em guerra de informações e descrédito das instituições do Estado, usaram as mídias escrita, sites, tv e falada, manipularam a opinião pública e organizaram os protestos e derrubaram o presidente Victor Yanukovych.

Essa estratégia baseia-se nas doutrinas do professor Gene Sarp e de politic defiance, operada pela inteligência, Agency(DIA), para descrever como derrubar um governo e conquistar o controle das instituições, mediante o planejamento das operações e mobilizações popular no ataque às fontes de poder nos países hostis aos interesses e valores dos Estados Unidos.

OS entreguistas, já iniciaram as manobras da oposição neoliberal e conservadora alinhada aos EUA, encabeçada pelo psdb de FHC, Aécio, Serra etc. Com o indeclinável apoio da mídia monopolista privada, continuam no centro da conjuntura política nacional. As palavras de ordem do comando oposicionista são encurralar a presidenta Dilma, Gerar instabilidade política, semear clima de ingovernabilidade, criminalizar o partido dos trabalhadores e as organizações do movimento sindical, estudantil e popular. O roteiro prevê o impeachment ou qualquer outra forma de afastamento da mandatária do poder.

Para isso tentam construir o terreno necessário para o golpe. O uso político da operação lava jato e turvar ainda mais o ambiente político. Agrega-se a isso uma campanha sistemática pelo desmonte e a privatização da Petrobras. Sabemos que são três fatores que possibilitam o impechment: Crise econômica, corrupção e falta de apoio no congresso.

Compõe o quadro, o atropelo na tramitação da reforma política, ignorando a discussão acumulada na sociedade e o clamor nacional para que essa reforma democratize de fato a vida política, o que só será possível se for tomado como ponto de partida a eliminação da influência do poder econômico nas eleições. Porem as medidas que estão sendo tomadas na câmara, mantêm intocado o financiamento empresarial das campanhas eleitorais e introduzem mudanças condenáveis do ponto de vista democrático. Ex: A cláusula de barreira, a proibição de coligações proporcionais e o chamado distritão, desprezando as listas partidárias.  

Não é possível defender o Brasil, soberania e a justiça social para milhões de brasileiras e brasileiros sem fortalecer e consolidar a democracia.
    
O PT E A CONJUNTURA

Os movimentos dos partidos, já se preparam para as eleições municipais de 2016.

Este será um ano de uma pauta política e social bastante agitada e complexa. As entidades dos trabalhadores em conjunto com os partidos de esquerda, vão se mobilizar para garantir os direitos conquistados pela classe trabalhadora nos últimos anos e, neste momento, ao mesmo tempo o PT terá um papel atuante e pro positivo e terá que dar apoio ao governo da presidenta Dilma.  

O PT que nasceu do meio da classe social dos pobres, operários, comunidades, não pode sair dos trilhos da esquerda. Um governo seja ele qual for, eleito pelo partido dos trabalhadores e por outros partidos, de esquerda, não pode em hipótese alguma, jogar o peso da crise econômica criada sobre tudo por ganância de especuladores financeiros nas costas do povo pobre e trabalhador.

A reeleição da presidenta Dilma se deve à participação da mobilização efetiva dos jovens ou não jovens de vários setores, mas de esquerda e progressista, que mesmo não fazendo parte do PT, foram para as ruas defender um projeto de inclusão social que já estava em andamento com sucesso reconhecidamente a nível internacional nos últimos 12 anos.



Doa a quem doer, o PT precisa assegurar para esta camada da população que seus esforços não foram em vão. É preciso mostrar para o povo, que não haverá desvio, e que o partido e o Governo se manterão nos trilhos a qualquer custo, comprometido com os direitos sociais e orientado pela ideologia de esquerda.

Aos petistas, há um norte claro a nos guiar, o projeto que mudou a cara do país e produziu a maior mobilidade social vivida neste país. Crescer com distribuição, cuidar dos excluídos, combater a desigualdade é nosso objetivo e destino. Mantenhamos o orgulho dessa conquistas e sigamos nesse caminho. Pois falta muito para realizar o sonho que nos mobilizou na juventude.


Pesquisa: Carta maior, Muniz bandeira.  PT Nacional, Francisco Rocha (Rochinha). Portal o vermelho. Carta Capital, Gilberto Carvalho.
 

 Prof. Fernando Ferro Brandão

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