Os
atores, com o suporte externo, fomentam e encorajam a aguda luta de classe no
Brasil, intensificada desde que um líder sindical, LULA, foi eleito presidente
da republica.
As
manifestações que pedem impeachment da presidenta Dilma Rousseff estão longe de
serem espontâneas. A ação não se trata só de uma questão ideológica, mas de um
governo que não se submete às diretrizes de Washington. Órgãos Norte Americanos
como CIA, NSA, (agencia nacional de segurança) e ONG’s a eles vinculadas estão
agindo na tentativa de desestabilizar Governos progressistas da América-
Latina.
Os
governos do PT contrariam Washington, com a criação do Banco do BRICS, uma
alternativa ao FMI e ao banco mundial, e o regime de partilha para o pré-sal, que
conferiu papel estratégico à Petrobras, deslocando as petroleiras estrangeiras.
A
estratégia é aproveitar as contradições doméstica do país, os problemas
internos, afim de agravá-los, gerar turbulência e caos até derrubar o governo
sem recorrer a golpe militar.
No momento não se trata só de uma questão
ideológica, mas de governos que não se submetem às diretrizes de Washington.
Uma potência mundial, como EUA, é mais perigosa quando começa a perder a
hegemonia do que quando expandia seu império. E o monopólio que adquiriu após a
II guerra mundial de produzir a moeda internacional de reserva o Dólar esta
sendo desafiado pela China, Rússia e também o Brasil, que está associado a
esses países na criação do banco internacional de desenvolvimento, como alternativa
para o FMI, banco mundial etc.
De
outro lado, a Presidenta Dilma denunciou na ONU a espionagem da NSA, não
comprou os aviões caça dos EUA, mas da Suécia, não entregou o pré-sal às
petrolíferas americanas e não se alinhou com os Estados Unidos em outras
questões de política internacional, entre as quais a dos países da América
Latina. Esta claro que, por trás da operação lava jato, o objetivo é
desmoralizar a Petrobras e as estatais, de modo a criar as condições para
Privatizações. Na Ucrânia o golpe foi preparado desde 2012, especialista,
profissionais em guerra de informações e descrédito das instituições do Estado,
usaram as mídias escrita, sites, tv e falada, manipularam a opinião pública e
organizaram os protestos e derrubaram o presidente Victor Yanukovych.
Essa
estratégia baseia-se nas doutrinas do professor Gene Sarp e de politic
defiance, operada pela inteligência, Agency(DIA), para descrever como derrubar
um governo e conquistar o controle das instituições, mediante o planejamento
das operações e mobilizações popular no ataque às fontes de poder nos países
hostis aos interesses e valores dos Estados Unidos.
OS
entreguistas, já iniciaram as manobras da oposição neoliberal e conservadora
alinhada aos EUA, encabeçada pelo psdb de FHC, Aécio, Serra etc. Com o
indeclinável apoio da mídia monopolista privada, continuam no centro da
conjuntura política nacional. As palavras de ordem do comando oposicionista são
encurralar a presidenta Dilma, Gerar instabilidade política, semear clima de
ingovernabilidade, criminalizar o partido dos trabalhadores e as organizações
do movimento sindical, estudantil e popular. O roteiro prevê o impeachment ou
qualquer outra forma de afastamento da mandatária do poder.
Para
isso tentam construir o terreno necessário para o golpe. O uso político da
operação lava jato e turvar ainda mais o ambiente político. Agrega-se a isso
uma campanha sistemática pelo desmonte e a privatização da Petrobras. Sabemos
que são três fatores que possibilitam o impechment: Crise econômica, corrupção
e falta de apoio no congresso.
Compõe
o quadro, o atropelo na tramitação da reforma política, ignorando a discussão
acumulada na sociedade e o clamor nacional para que essa reforma democratize de
fato a vida política, o que só será possível se for tomado como ponto de partida
a eliminação da influência do poder econômico nas eleições. Porem as medidas
que estão sendo tomadas na câmara, mantêm intocado o financiamento empresarial
das campanhas eleitorais e introduzem mudanças condenáveis do ponto de vista
democrático. Ex: A cláusula de barreira, a proibição de coligações
proporcionais e o chamado distritão, desprezando as listas partidárias.
Não
é possível defender o Brasil, soberania e a justiça social para milhões de
brasileiras e brasileiros sem fortalecer e consolidar a democracia.
O
PT E A CONJUNTURA
Os
movimentos dos partidos, já se preparam para as eleições municipais de 2016.
Este
será um ano de uma pauta política e social bastante agitada e complexa. As
entidades dos trabalhadores em conjunto com os partidos de esquerda, vão se
mobilizar para garantir os direitos conquistados pela classe trabalhadora nos
últimos anos e, neste momento, ao mesmo tempo o PT terá um papel atuante e pro
positivo e terá que dar apoio ao governo da presidenta Dilma.
O PT que nasceu do meio da classe social dos pobres, operários, comunidades, não
pode sair dos trilhos da esquerda. Um governo seja ele qual for, eleito pelo
partido dos trabalhadores e por outros partidos, de esquerda, não pode em
hipótese alguma, jogar o peso da crise econômica criada sobre tudo por ganância
de especuladores financeiros nas costas do povo pobre e trabalhador.
A
reeleição da presidenta Dilma se deve à participação da mobilização efetiva dos
jovens ou não jovens de vários setores, mas de esquerda e progressista, que
mesmo não fazendo parte do PT, foram para as ruas defender um projeto de
inclusão social que já estava em andamento com sucesso reconhecidamente a nível
internacional nos últimos 12 anos.
Doa
a quem doer, o PT precisa assegurar para esta camada da população que seus
esforços não foram em vão. É preciso mostrar para o povo, que não haverá
desvio, e que o partido e o Governo se manterão nos trilhos a qualquer custo,
comprometido com os direitos sociais e orientado pela ideologia de esquerda.
Aos
petistas, há um norte claro a nos guiar, o projeto que mudou a cara do país e
produziu a maior mobilidade social vivida neste país. Crescer com distribuição,
cuidar dos excluídos, combater a desigualdade é nosso objetivo e destino.
Mantenhamos o orgulho dessa conquistas e sigamos nesse caminho. Pois falta
muito para realizar o sonho que nos mobilizou na juventude.
Pesquisa:
Carta maior, Muniz bandeira. PT
Nacional, Francisco Rocha (Rochinha). Portal o vermelho. Carta Capital,
Gilberto Carvalho.
Prof. Fernando Ferro Brandão


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