quinta-feira, 29 de março de 2012

Grafite é Cidadania reúne mais de 300 pessoas em atividade no Cabuçu


O Programa Grafite é Cidadania, promovido pela Coordenadoria da Juventude, realizou sua primeira edição este ano. Em parceria com a Unidade Básica de Saúde (UBS) Cabuçu e a equipe da Saúde da Família, a atividade aconteceu no último sábado (24), reunindo mais de 300 pessoas em suas oficinas de grafite no Centro Comunitário da Saúde, nas apresentações de grupos de dança, música sertaneja e gospel e nos atendimentos realizados pela UBS.

O evento teve a participação de pessoas de Guarulhos, São Paulo, Embu das Artes, São Bernardo do Campo e de Recife. Ao todo, 60 grafiteiros deixaram sua arte estampada nos muros da região do Cabuçu e Recreio São Jorge. Entre os visitantes, o vice cônsul da Polônia em São Paulo, Wojciech Baczynski, elogiou a iniciativa e relatou que em seu país ainda há resistência a esta atividade artística.

“O Programa Grafite é Cidadania está em seu segundo ano de existência e integra diversas áreas da Prefeitura. Nosso objetivo principal é investir na criatividade dos jovens e apoiar as comunidades”, diz Wagner Hosokawa, coordenador da Juventude. O vice prefeito e secretário da Saúde, Carlos Derman também participou da iniciativa e acompanhou de perto as atividades realizadas.

terça-feira, 27 de março de 2012

Venha se manifestar contra a privataria da Cultura, Ato acontece no dia 3 de abril, terça-feira, no Sindicato dos Engenheiros de SP.

As rádios e a TV Cultura de São Paulo se consolidaram historicamente como uma alternativa aos meios de comunicação privados. As rádios AM e FM ficaram conhecidas pela excelente programação de música popular brasileira e de música clássica. A televisão criou alguns dos principais programas de debates de temas nacionais, como o Roda Viva e o Opinião Nacional, e constituiu núcleos de referência na produção de programas infantis e na de musicais, como o Ensaio e o Viola, Minha Viola. As emissoras tornaram-se, apesar dos percalços, um patrimônio da população paulista.

Contudo, nos últimos anos, a TV e as rádios Cultura estão passando por um processo de desmonte e privatização, com a degradação de seu caráter público. Esse e outros fatos se destacam:

- mais de mil demissões, entre contratados e prestadores de serviço (PJs);

- extinção de programas (Zoom, Grandes Momentos do Esporte, Vitrine, Cultura Retrô, Login) e tentativa de extinção do Manos e Minas;

- demissão da equipe do Entrelinhas e extinção do programa, sem garantias de que ele seja quadro fixo do Metrópolis;

- aniquilação das equipes da Rádio Cultura e estrangulamento da equipe de jornalismo;

- enfraquecimento da produção própria de conteúdo, inclusive dos infantis;

- entrega, sem critérios públicos, de horários na programação para meios de comunicação privados, como a Folha de S.Paulo;

- cancelamento de contratos de prestação de serviços (TV Justiça, Assembleia e outros);

- doação da pinacoteca e biblioteca;

- sucateamento da cenografia, da marcenaria, de maquinaria e efeitos, além do setor de transportes.

Pela sua composição e formato de indicação, o Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta não tem a independência necessária para defender a Cultura das ações predatórias vindas de sua própria presidência. Mesmo que tivesse, sobre alguns desses pontos o Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta sequer foi consultado.

Não podemos deixar esse patrimônio do povo de São Paulo ser dilapidado, vítima de sucateamento promovido por sucessivas gestões sem compromisso com o interesse público, seriamente agravado na gestão Sayad.

Nesse momento, é preciso afirmar seu caráter público e lutar pelos seguintes pontos:

1. Contra o desmonte geral da rádio e TV Cultura e pela retomada dos programas.

2. Em defesa do pluralismo e da diversidade na programação.

3. Por uma política transparente e democrática para abertura à programação independente, com realização de pitchings e editais.

4.Pela democratização do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta

 
ATO CONTRA A PRIVATARIA DA CULTURA

3 de abril, terça-feira, às 19h

Sindicato dos Engenheiros de São Paulo

Rua Genebra, 25 – Centro (ao lado da Câmara Municipal)

Gilberto Maringoni

Hamilton Octavio de Souza

Ivana Jinkings

Joaquim Palhares – Agência Carta Maior

Laurindo Lalo Leal Filho

Luiz Carlos Azenha – blog Vi o Mundo

Luiz Gonzaga Belluzzo

Renato Rovai – Revista Fórum e Presidente da Altercom

Rodrigo Vianna – blog Escrevinhador

Wagner Nabuco – Revista Caros Amigos

Emir Sader

Flávio Aguiar

 
Altercom – Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação

Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

CUT – Central Única dos Trabalhadores

Frente Paulista pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação

Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social

Alto Tietê: integração e diálogo

"Não podemos tolerar decisões unilaterais, de acordo com interesses políticos"
 
A força dos municípios do Alto Tietê é inegável no contexto do Estado de São Paulo. Trata-se de uma área de grande extensão territorial, formada por cidades importantes em diversos aspectos, com muitas semelhanças e, obviamente, com suas particularidades. 
 
Neste sentido, é importante reafirmar a ação conjunta no âmbito do Condemat – Consórcio de Desenvolvimento do Alto Tietê –, que teve conquistas importantes desde a sua implantação, em 2010. Mas também é imprescindível uma relação mais harmoniosa com o Governo Estadual, que somente agora se dá o trabalho de ouvir dos prefeitos as demandas de caráter regional. 
 
Ontem, o secretário do Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido, participou de uma reunião com os governos municipais das cidades do Alto Tietê e a promessa é de que, no final de março, o governador Geraldo Alckmin defina os investimentos de interesse da região a serem feitos.
 
As ações relacionadas à infraestrutura e à mobilidade urbana são prioritárias. Entre os projetos, destacam-se os acessos ao futuro trecho norte do Rodoanel, especialmente em Suzano, Poá, Ferraz de Vasconcelos e Mogi das Cruzes. Em Guarulhos, uma das propostas é o prolongamento da avenida Jacu-Pêssego, entre a Dutra e a Ayrton Senna, criando um importante corredor entre o aeroporto e o porto de Santos. Outra solicitação é para que seja criada uma tarifa única no sistema de transporte público.
 
Outras áreas também merecem atenção. Na saúde, um dos projetos é a construção de um centro especializado em oncologia. Na área de saneamento, é fundamental o aumento da capacidade de tratamento do esgoto sanitário. Além disso, diversas regiões necessitam de obras de drenagem, canalização e a construção de piscinões para evitar alagamentos. Com relação à habitação, é necessária a redução do déficit habitacional, com novas moradias.
 
Temos ainda, por exemplo, um potencial turístico a ser explorado nas cidades de Salesópolis e Biritiba-Mirim, sendo que uma das demandas é justamente uma ligação viária entre os dois municípios, passando por Guararema.
 
E, com tudo isso, precisamos de mais. Precisamos de uma ligação eficiente com a capital, com trem e metrô, assegurando um transporte rápido e confortável para as pessoas. E, na área da educação, insistimos na necessidade da implantação da Universidade Estadual do Alto Tietê.
 
Certamente o desenvolvimento regional passa por essas iniciativas. Para que sejam implementadas, porém, é preciso integração e diálogo. Para o bem do Alto Tietê e de toda a sua população.

sábado, 24 de março de 2012

Primeiro Plano Municipal da Juventude é apresentado aos jovens


A juventude tem mais um motivo para comemorar. Na manhã desta quinta-feira (22), no Paço Municipal, o Primeiro Plano Municipal da Juventude da cidade de Guarulhos foi apresentado para poder Executivo e servirá de subsídio para elaboração de projeto de lei. O evento reuniu representantes de diversas frentes de apoio à juventude, que puderam conhecer as propostas que foram selecionadas para compor o projeto.

Após os Encontros Regionais, realizados entre os dias 27 de fevereiro e 1º de março em diversos bairros da cidade, foram selecionados itens tidos como relevantes para a juventude para compor o Plano. Mais de 1.300 jovens participaram da iniciativa, discutindo e elegendo as prioridades de maneira democrática e descontraída. Entre os itens selecionados estão a criação da Secretaria Municipal da Juventude e de centros de referência, passe livre no transporte público para estudantes e criação de casas de apoio para jovens dependentes químicos.

O Plano Municipal da Juventude servirá de diretriz para que o Governo desenvolva projetos e medidas que atendam às necessidades apontadas pelos jovens como prioritárias. Segundo o coordenador da Juventude, Wagner Hosokawa, o Plano é um grande avanço, pois contou com a ação participativa dos jovens na tomada de decisões e ouvi-los é extremamente importante para o progresso da cidade, afinal, em nosso município são 316 mil cidadãos entre 15 e 29 anos, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A corrupção, em qualquer uma de suas formas, é um sistema de domínio de interesses privados sobre os interesses públicos.


O diretor do Hospital Pediátrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro permitiu que um repórter da TV Globo fizesse por dois meses as vezes de gestor de compras da instituição e filmasse as ofertas de propina feitas por empresas para ganhar o fornecimento de serviços. Uma sala administrativa do hospital público tornou-se uma casa do big brother, este não avisado aos atores.
A longa reportagem exibida há alguns dias revela de modo didático como empresas privadas oferecem e viabilizam a propina aos agentes públicos e a embutem no preço final. Ela suscita duas considerações importantes sobre as relações entre o público e o privado no Brasil.
Primeira consideração: a corrupção é antes de tudo um ciclo privado, um capitalismo underground. Empresas privadas expandem seus negócios através dela. Os gestores públicos corrompidos enriquecem, pois evidentemente não revertem o fruto do sobrepreço ao serviço público. Usam-no para comprar seus carros, suas casas, suas fazendas, e até para montarem seu próprio negócio, reproduzindo gerações de empresários que eternizam este sistema de roubo da sociedade. Há, em contraponto, muitas empresas privadas que trabalham para o setor público e ganham sem entrar neste jogo da ilegalidade, porque também há muitos gestores públicos que vivem exclusivamente de seus salários e pautam sua vida por um sincero espírito de servir à sociedade.
O exemplo exposto pela TV Globo revela um tipo de corrupção, o tipo ilegal para o sistema. Ele não é o único. Há uma corrupção maior, feita através do sistema legal, fruto de complexos e poderosos lobbies, que não vamos abordar aqui para não perder o foco. São exemplos o ciclo mundial de privatizações nas últimas décadas do século 20, ou mais recentemente a desregulação do sistema financeiro na origem da atual crise econômica mundial. Se tivermos paciência de assistir ao filme Inside Job (Trabalho Interno) teremos uma ideia desta última.
A corrupção, em qualquer uma de suas formas, é um sistema de domínio de interesses privados sobre os interesses públicos. O combate que se tenta fazer a ela, multiplicando camadas de órgãos estatais de fiscalização sobre o setor público não tem sucesso, porque parte do princípio errado de que o setor privado é honesto e o setor público é desonesto. A corrupção, que vem de fora, penetra também no sistema fiscalizatório, como tantas informações tem evidenciado. Além disso, vão se formando camadas e camadas de burocracia que engessam o Estado, prejudicam a sociedade, e abrem o caminho para dizer que só o privado é bom.  Se o enfoque fosse controlar o enriquecimento ilícito privado, o menor e o maior, teríamos um caminho melhor e mais eficiente. Mas, a elite privada e sua ideologia permitiriam isso?
Segunda consideração: a Globo fez este trabalho para vender notícia, por sinal bem feita, e para continuar sua saga de líder das mídias concorrentes. Mas deveria o diretor do hospital público ter chamado a Polícia Federal para fazer este serviço. Ela teria obtido as provas de forma legal, possibilitando no Judiciário a condenação exemplar das empresas, para que outras se retraiam desta prática pela perspectiva de punição. E depois poderia divulgar de forma exemplar à opinião pública através dos variados meios de comunicação.
A Globo é uma empresa privada. Não é bom para a democracia que empresas privadas assumam as funções públicas. A concepção do Estado nas mãos privadas, quando reis e nobres juntavam o privado e o público, foi superado nas revoluções de mais de duzentos anos atrás. Como vimos na própria reportagem da TV Globo, as empresas corruptoras fazendo a ata da licitação assumiam o papel que cabia aos agentes públicos. Quando o repórter da Globo faz as funções de polícia, não está ele assumindo também funções públicas?
Eloi Pietá é Secretário Geral Nacional do PT